S The Strings SocietyEscrito sobre as cordas
O nosso Manifesto

O Manifesto da Strings Society

Isto começou como uma página de fãs. Não temos vergonha disso — é de lá que vêm os nossos critérios. Ninguém se importa mais com o crédito de uma fotografia do que quem esperou três anos para a tirar.

A paixão pôs-nos em marcha. Sozinha não chegava. Por isso estudámos. Verificámos datas em vez de as repetir. Preparámo-nos antes das entrevistas em vez de chegarmos como admiradores. Descobrimos quanto tempo um lutier passa num só instrumento, e porque uma peça escrita em 1723 ainda segura uma sala.

Depois, pessoas sem motivo nenhum para nos lisonjear começaram a dizer a mesma coisa. Pensem em grande. Abram-se. Podem fazer mais — devem fazer mais. Tinham razão.

Escrevemos sobre música de cordas para quem está na sala, não para quem trabalha no meio.

O que publicamos. Notas de concertos escritas enquanto tudo está fresco, quando as mãos ainda tremem e os ouvidos não assentaram. Discos de há dez e quinze anos, reouvidos para perceber se aguentam. Conversas com quem faz esta música: solistas, músicos de orquestra, os lutieres cujos nomes quase ninguém imprime. A história por trás de peças que sobreviveram a todos os que as conheceram. E fotografias guardadas como deve ser — com crédito, lugar, data e uma legenda que se lembra de quem lá esteve.

Somos lentos de propósito. O ciclo das notícias já esqueceu na segunda de manhã; preferimos publicar uma coisa que ainda valha a pena ler daqui a dois anos do que dez que desaparecem antes do fim de semana.

Não somos os únicos a escrever aqui. Algumas das melhores coisas deste site chegaram de alguém que estava simplesmente na sala, numa terra onde ninguém manda ninguém, e escreveu três linhas. Mande-nos as suas. Lemos tudo, e respondemos sempre.

Somos independentes. Nenhum artista, editora ou management decide o que aparece aqui. Sem mexericos, sem vidas privadas, nada escrito para perseguir atenção. A música basta, e sempre bastou.

Uma society não é uma plateia. É um grupo de pessoas que decidiu ficar. Continuamos a ser aqueles que não conseguiam deixar desaparecer uma gravação — só aprendemos a guardá-la melhor.