Emanuel Graf
Há um momento, antes de tocar, em que a sala se cala, e ele diz senti-lo como algo físico: um zumbido no ar que o sustenta. É a mesma atenção que pede ao público quando segura uma pausa mais tempo do que é confortável.
Germano-suíço, nascido numa família de violoncelistas, terminou os estudos com Wolfgang Emanuel Schmidt e ficou como seu assistente, quando já fora nomeado primeiro violoncelo da Ópera Real Dinamarquesa em Copenhaga. Tocou sob a direção de Jansons, Mehta, Blomstedt, Jurowski e Petrenko, da Scala ao Carnegie Hall, e desde 2022 num Stradivarius de 1690. Cofundou um centro cultural perto de Friburgo, lidera um coletivo de doze violoncelistas e diz aos jovens para continuarem apaixonados pelo instrumento — sobretudo nos dias em que ele se comporta como um burro teimoso.