S The Strings SocietyEscrito sobre as cordas
Reportagem

Adivinha o filme (e o vilão)

Quinze faixas, quinze pistas e um vilão à espreita em quase todos os filmes. John Williams tem 94 anos, o seu novo álbum chama-se Legacy e o Halloween está a chegar. Vamos jogar.
John Williams no pódio

Não me lembro da primeira vez que ouvi John Williams. Ninguém se lembra. Ele simplesmente estava lá, no escuro de uma sala de cinema, muito antes de eu saber que a música tinha um nome. Está no momento em que as luzes se apagam. No salto que dás na cadeira, nas lágrimas que não viste chegar, na gargalhada. E continua contigo quando sais para a rua a trautear.

John Williams, Hans Zimmer, Ennio Morricone, Nino Rota, Joe Hisaishi, Howard Shore. São mais do que nomes, mais do que compositores. Escreveram a banda sonora dos filmes que amámos e, algures pelo caminho, também a das nossas vidas. Fizeram da música de cinema um género próprio, e um dos mais amados do mundo. A música deles saiu das salas de cinema há muito tempo e, para milhões de nós, nunca mais nos deixou.

Pensa nisso por um segundo. Quando te lembras de um filme que adoras, o que vem primeiro: a cena, os rostos ou a música? A esta altura, já é impossível separá-los. Umas quantas notas trazem de volta a cena inteira, e uma única imagem chega com a música já a tocar.

É essa a magia destes compositores. E é por isso que quis celebrar John Williams e o seu novo álbum, Legacy. Tem 94 anos e ainda tem mais energia do que eu.

John Williams Legacy é a homenagem da Deutsche Grammophon a Williams, em 15 faixas. Não são gravações novas. O álbum reúne o melhor do que ele dirigiu para a editora aos 87 e aos 89 anos, com duas orquestras que nunca tinha dirigido: a Filarmónica de Viena no Musikverein, em janeiro de 2020, e a Filarmónica de Berlim na Philharmonie, em outubro de 2021. Há uma faixa convidada que vem de mais longe: A Lista de Schindler de Anne-Sophie Mutter, de Across the Stars. As notas do livreto são do historiador de música de cinema Jon Burlingame, e o álbum sai em CD, vinil duplo dourado e digital, incluindo Dolby Atmos.

John Williams Legacy, Deutsche Grammophon, 2026
John Williams Legacy, Deutsche Grammophon, 2026 · © Deutsche Grammophon

A maioria de nós aprendeu com ele o que uma orquestra consegue fazer, muito antes de pôr os pés numa sala de concertos: cordas que levantam voo, metais que te põem o coração aos saltos, uma simples flauta que te faz chorar por um extraterrestre. Ensinou gerações inteiras a ouvir, sem nunca nos pedir isso.

Mas o Halloween está a chegar, e cada herói a quem ele deu música precisava de alguém para derrotar. Por trás de cada tema que sabes trautear há uma sombra: um capacete, um gancho, um nome que ninguém se atreve a dizer.

Então, vamos jogar. Duas rondas: adivinha o filme e depois encontra o vilão.

Como jogar

Quinze faixas. Para cada uma, uma pista: lê-a, ouve a música na tua cabeça e diz o nome do filme em voz alta antes de abrires a resposta. Depois procura o 🦇, que te mostra quem está à espreita no escuro desse filme e o que Williams faz com isso. Não há prémios, mas vais passar o resto do dia a trautear, e a culpa é dele. E um bocadinho minha ;)

01

Há muito tempo, num sítio muito longe daqui, há letras amarelas a subir em direção às estrelas. Depois, um acorde atinge-te como uma porta que se abre de rompante.

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Star Wars: Uma Nova Esperança — Main Title · Wiener Philharmoniker

O álbum abre como o cinema abriu em 1977: sem aquecimento. Esta fanfarra de metais é talvez o primeiro segundo mais famoso da música de cinema. Ouvi-la pela Filarmónica de Viena, na sala do Concerto de Ano Novo, já é por si só uma pequena piada. Império Galáctico, apresento-te os Habsburgos.

Minutos depois desta fanfarra, um Destruidor Estelar desliza por cima da tua cabeça e nunca mais acaba, e um homem de capacete preto sai do meio do fumo. Guarda esta imagem. Ele volta na faixa 12.

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02

Uma melodia pequenina e cintilante num teclado que parece de brincar. Algo com penas e asas brancas traz uma carta por que esperas há onze anos.

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Harry Potter e a Pedra Filosofal — Hedwig's Theme · Berliner Philharmoniker

Começa numa celesta, o teclado de sininhos que Tchaikovsky deu à Fada do Açúcar. Williams escreveu-o antes de ver uma única imagem do filme, para um trailer promocional, e tocou-o pela primeira vez ao piano para o realizador Chris Columbus. Columbus chamou-lhe mais tarde «um daqueles grandes momentos geek».

Ouve outra vez e vais ver que não é tudo açúcar. A melodia desliza e torce-se como nenhuma canção de embalar faria, e é daí que vem o arrepio: magia que pode morder. Algures neste filme, há um rosto escondido na nuca de alguém, debaixo de um turbante. Aquele-Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado já está na música.

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03

Um chapéu. Um chicote. Uma pedra enorme a rolar. Um homem que detesta mesmo, mesmo muito cobras.

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Os Salteadores da Arca Perdida — Raiders March · Wiener Philharmoniker

Williams levou a Spielberg duas melodias diferentes para Indiana Jones, para que ele escolhesse uma. Spielberg quis as duas. Assim, a segunda passou a ser a secção central, e é por isso que a marcha fica de repente lírica a meio, antes de voltar à carga. Repara no momento em que muda: estás a ouvir um realizador que não conseguiu escolher.

Os vilões são nazis e um arqueólogo rival de fato branco, e a coisa mais assustadora do filme é o que está dentro da caixa que andam todos a perseguir. Há rostos que derretem. Williams responde a tudo isto com uma marcha tão alegre que se recusa a ter medo.

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04

Um cesto de bicicleta. Um cobertor. Lua cheia. Cinco rapazes e um passageiro que não devia estar na Terra — e depois as rodas descolam do chão.

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E.T. – O Extraterrestre — Flying Theme · Berliner Philharmoniker

Normalmente, o compositor adapta a música ao filme. Aqui foi ao contrário. Enquanto gravava a perseguição final, Williams não parava de lutar com os tempos. Spielberg desligou o projetor e disse-lhe para dirigir como sentia a música. Depois voltou a montar as cenas à volta da música. Sempre que aquelas bicicletas levantam voo, é a imagem que segue a orquestra.

Aqui, os monstros são os adultos: homens sem rosto em fatos espaciais, um molho de chaves a tilintar num cinto, barreiras na estrada. O E.T. só assusta nos primeiros dez minutos. É Williams quem decide quem ganha a perseguição, e decide-o no céu.

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05

Um copo de água a tremer no tablier. Depois, um helicóptero sobre uma ilha e um portão que provavelmente devia ter ficado fechado.

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Parque Jurássico — Theme · Wiener Philharmoniker

Este é o que não assusta. Williams guardou os rugidos para as cenas de ação e entregou este tema ao deslumbramento: lento, amplo, quase um hino. É a música da primeira vez que vês as criaturas, antes de alguém começar a correr.

O verdadeiro vilão não é o T. rex. É um programador que desliga as vedações para contrabandear uns quantos embriões numa lata de espuma de barbear, e os dinossauros só fazem o que os dinossauros fazem. Williams escreve o tema para as criaturas e guarda o medo para os erros dos humanos.

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06

Óculos. Uma redação de jornal. Uma cabine telefónica. Depois, uma capa vermelha e três notas que disparam a direito para cima.

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Superman March · Berliner Philharmoniker

Ouve o início da melodia: uma nota curta e depois um salto para cima, como alguém a levantar voo. Estamos em 1978, e ainda hoje é o som pelo qual se mede qualquer tema de super-herói.

O inimigo dele é Lex Luthor, um génio com um esconderijo debaixo da Grand Central e um plano para afundar a Califórnia. Para um herói tão luminoso, precisas de um vilão que se esteja a divertir, e a marcha nunca o leva suficientemente a sério para soar preocupada.

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07

Uma menina de casaco vermelho, a única cor num ecrã a preto e branco.

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A Lista de Schindler — Theme · Anne-Sophie Mutter, Recording Arts Orchestra of Los Angeles

Esta é a única faixa que não vem de Viena nem de Berlim, e a única com violino solo. Vem de Across the Stars (2019), o álbum de arranjos de Williams que ele fez com Anne-Sophie Mutter. Em Viena, ela esteve ao lado dele durante boa parte da primeira metade.

Quando Spielberg lhe mostrou o filme, Williams disse-lhe: «Precisas de um compositor melhor do que eu para este filme.» Spielberg respondeu: «Eu sei. Mas estão todos mortos.» O tema foi tocado pela primeira vez por Itzhak Perlman. Aqui, é de Mutter.

Nenhuma pista teria sido certa para esta, nem nenhum jogo. O mal neste filme foi real.

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08

Cinco anéis. Los Angeles, 1984. Um toque de trompete que provavelmente já ouviste numa entrega de medalhas sem saberes quem o escreveu.

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Olympic Fanfare and Theme · Berliner Philharmoniker

Escrita para os Jogos de Verão de 1984, é a peça mais puramente cerimonial do álbum: metais a anunciar que está prestes a acontecer algo importante. Aumenta o volume.

Vilão: nenhum. A não ser que contes quem vai na pista ao lado.

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09

Cinco notas. Uma montanha esculpida em puré de batata. Uma nave-mãe do tamanho de uma cidade, que responde.

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Encontros Imediatos do Terceiro Grau — Excerpts · Wiener Philharmoniker

Neste filme, é com cinco notas que humanos e extraterrestres dizem olá. Williams terá escrito quase 300 versões dessa pequena frase antes de Spielberg escolher uma. Nestes excertos, ouve-las quando os cientistas as tocam e a nave responde: a primeira conversa com outro mundo, e é um dueto.

Aqui está a reviravolta de Halloween. O filme está construído como uma história de terror: luzes no céu noturno, uma criança levada de casa, brinquedos que se ligam sozinhos. Williams escreve o pavor e depois vira-o do avesso. As coisas no escuro foram amigáveis desde o início.

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10

Um rapaz que vive num armário debaixo das escadas atravessa uma parede de tijolos e entra noutro mundo.

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Harry Potter e a Pedra Filosofal — Harry's Wondrous World · Berliner Philharmoniker

Se o Hedwig's Theme é o convite, esta é a chegada: a grande e calorosa peça do genérico final do primeiro filme, em que Williams deixa a orquestra abrir-se e a magia deixa de sussurrar.

Quando esta música começa, o professor gago de turbante já foi desmascarado e o rosto na nuca dele desapareceu. Por agora. É o som de um rapaz que ganhou a primeira ronda.

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John Williams no Hollywood Bowl, Setembro de 2009
John Williams no Hollywood Bowl, Setembro de 2009 · Photo: Alec McNayr · CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
11

Um pântano. Um X-wing despenhado. Um mestre verde muito pequenino que fala ao contrário e tira a nave inteira da água.

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O Império Contra-Ataca — Yoda's Theme · Berliner Philharmoniker

É a música de Star Wars mais suave que Williams alguma vez escreveu: uma melodia que sobe devagar e continua a subir, que fala de sabedoria e não de poder. Em Berlim, as cordas não têm pressa nenhuma. Tamanho não importa.

Neste mesmo pântano há uma gruta. Luke entra, uma figura sombria de capacete preto vem contra ele, e quando a máscara cai, o rosto lá dentro é o dele. É a cena mais assustadora da saga, e fica mesmo ao lado deste tema.

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12

Capacete preto. Respiração pesada. Sabes exatamente quem acabou de entrar na ponte de comando.

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O Império Contra-Ataca — The Imperial March · Wiener Philharmoniker

Aqui está ele, o homem da faixa 1. E aqui vem a surpresa: Darth Vader não tinha esta música no primeiro filme. Chegou em 1980 e, desde então, é o som oficial da vilania. Reconhece-la logo pelas duas primeiras notas, tal como todas as fanfarras, todos os estádios e todos os toques de telemóvel da Terra.

O melhor pormenor de Viena: não estava no programa original do concerto. Foram os metais da orquestra que perguntaram a Williams, no ensaio, se a podiam acrescentar. Uma das orquestras mais tradicionais do mundo pediu para tocar o Lado Negro.

O vilão do álbum. Sem discussão. Põe-na bem alto no dia 31.

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13

Um adulto que se esqueceu de como ser criança. Um pirata com um gancho no lugar da mão. A segunda estrela à direita, e sempre em frente até de manhã.

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Hook — The Flight to Neverland · Wiener Philharmoniker

Hook terá nascido como um musical, com canções de Leslie Bricusse, e há vestígios disso por toda a partitura: Williams escreve-a como uma canção de musical com uma orquestra inteira por trás. É o momento em que Peter se lembra de que sabe voar.

O vilão está no título. O Capitão James Gancho, bigode enrolado, aterrorizado com relógios, e é ele que fica com o nome no cartaz. Mas esta música está toda do lado do rapaz, e quando ela levanta voo, o pirata já perdeu.

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14

Um holograma a tremeluzir a partir de um pequeno droide: ajuda-me, és a minha única esperança.

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Star Wars: Uma Nova Esperança — Princess Leia's Theme · Berliner Philharmoniker

É um tema de amor para uma princesa que passa a maior parte do filme a comandar ela própria o seu resgate. É lento e terno, levado por uma trompa solo e depois pelas madeiras. Williams dá-lhe a música mais romântica da saga, e ela nunca precisa dela.

Foi ela quem os enfrentou cara a cara: o droide de interrogatório de Vader e o Grão-Moff Tarkin, que fez explodir o planeta dela à frente dos seus olhos. Ela não cede. A ternura aqui é dela, não deles.

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15

Uma sala cheia de rebeldes. Três heróis a caminhar por um longo corredor. Medalhas, um wookiee a rugir e um droide a dar uma voltinha.

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Star Wars: Uma Nova Esperança — Throne Room & Finale · Berliner Philharmoniker

O álbum acaba onde acabou o primeiro filme: com uma celebração. A marcha da sala do trono leva à música do genérico final, e por isso ouves o Main Title da faixa 1 mais uma vez, agora como despedida e não como entrada.

A Estrela da Morte é pó. Mas um único caça TIE foi visto pela última vez a rodopiar pelo espaço fora, e sabes exatamente quem ia lá dentro. Vilões destes nunca desaparecem de vez. Williams também sabia, e três anos depois deu-lhe a faixa 12.

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Aquela que não vais ouvir

Duas notas. Debaixo de água. Cada vez mais perto.

Tubarão não está neste álbum. De toda a música que John Williams alguma vez escreveu, a peça mais assustadora ficou de fora. Talvez seja melhor assim, se estás a pensar ir nadar neste Halloween.

John Williams na gala da New World Symphony, Fevereiro de 2025
John Williams na gala da New World Symphony, Fevereiro de 2025 · Cortesia da New World Symphony

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Enquanto escrevia isto, não parava de me perguntar se John Williams alguma vez joga o jogo que eu jogo. A andar na rua, ou a conversar com alguém, às vezes tento adivinhar qual dos temas dele começa a tocar na cabeça da pessoa quando ouve o nome dele. A Marcha Imperial? As bicicletas voadoras? Uma pequena coruja?

Quase toda a gente conhece o nome dele. E quem não conhece, conhece de certeza a música, mesmo que nunca tenha ligado uma coisa à outra. É uma partitura que poucos compositores do nosso tempo conseguem assinar.

Agora é a tua vez. Quando ouves «John Williams», qual é o primeiro que começa a tocar?

Ficha do álbum

John Williams Legacy · Deutsche Grammophon, 2026 · John Williams, direção · Wiener Philharmoniker (Musikverein, Viena, 18–19 de janeiro de 2020), Berliner Philharmoniker (Philharmonie, Berlim, outubro de 2021), Anne-Sophie Mutter e a Recording Arts Orchestra of Los Angeles (faixa 7, de Across the Stars) · Notas do livreto de Jon Burlingame · CD, vinil duplo dourado, digital (também em Dolby Atmos).

O álbum completo no SpotifyCompra-o na DG Store →

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